Reconhecimento conta: "Pode me chamar de Nadi"
"O preconceito racial na infância e o resgate da auto-estima são os temas enfocados no curta-metragem “Pode me chamar de Nair”. Com 20 minutos de duração, a película mostra a história da pequena Nair, uma menina negra da periferia da cidade que usava um boné como forma de disfarçar os cabelos crespos que lhe rendiam pilhérias e apelidos colocados pelos coleguinhas. Com uma linguagem leve e permeada com uma alta dose de bom-humor, a história se desenrola a partir da perda do boné da garota. “Eu diria que a história mostra como a partir da perda do boné Nair encontra sua identidade”, lembra o diretor, Déo Cardoso, 32 anos. No curta-metragem, a criança, que é apontada como “negra pixaim” ou “cabelo de bombril”, sai em busca do boné com o qual tentava esconder uma das características de sua negritude. No meio do caminho, esbarra com uma modelo, também negra, bela e de cabelo também “pixaim”. No diálogo, que ocorre em um ponto de ônibus, a modelo, Laila, uma jovem e exótica...